terça-feira, 25 de setembro de 2018

Controle de Materiais em Almoxarifado


Controle de Materiais em Almoxarifado

FACILITADOR: Marcos Paulo Farias

Introdução
A empresa moderna exige rapidez e otimização do processo de movimentação de materiais, interna e externamente, que se inicia desde o recebimento da matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente.

Como fator de competitividade proporciona aumento do desempenho e produtividade da empresa, além de uma redução significativa de custos, agrupando as diversas atividades da empresa, tal como almoxarifado, PCP e Expedição etc, permitindo melhor controle e maior integração entre os setores, eliminando a visão limitada da área de atividade da produção. 

Com tudo podemos dizer que o almoxarifado se resume em Recebimento, Armazenagem, Controle e Distribuição?

Histórico dos Almoxarifados Primitivos

O almoxarifado se constituía em um depósito, quase sempre o pior e mais inadequado local da empresa, onde os materiais eram acumulados de qualquer forma, utilizando mão-de-obra desqualificada.

Com o tempo surgiram sistemas de manuseio e de armazenagem bastante sofisticados, o que acarretou aumento da produtividade, maior segurança nas operações de controle e rapidez na obtenção das informações.
O termo Almoxarifado é derivado de um vocábulo árabe que significa “depositar".

Conceituação

Almoxarifado é o local destinado à guardar e conservação de materiais, em recinto coberto ou não, adequado à sua natureza, tendo a função de destinar espaços onde permanecerá cada item aguardando a necessidade do seu uso, ficando sua localização, equipamentos e disposição interna acondicionados à política geral de estoques da empresa.

O almoxarifado deverá:
1. Assegurar que o material adequado esteja, na quantidade devida, no local certo, quando necessário;
2. Impedir que haja divergências de inventário e perdas de qualquer natureza;
3. Preservar a qualidade e as quantidades exatas;
4. Possuir instalações adequadas e recursos de movimentação e distribuição suficientes a um atendimento rápido e eficiente;

Depositar materiais em um almoxarifado é o mesmo que depositar dinheiro em um banco
Portanto pode-se comparar o esquema de funcionamento do almoxarifado ao de um banco, conforme esquema abaixo:

BANCO
ALMOXARIFADO
Entrada para estoque
Ficha de depósito bancário
Nota fiscal de compra
Saída do estoque
Cheque
Requisição de material

· Eficiência do Almoxarifado

A eficiência de um almoxarifado depende fundamentalmente:
1. Da redução das distâncias internas percorridas pela carga e do conseqüente aumento do número das viagens de ida e volta;
2. Do aumento do tamanho médio das unidades armazenadas;
3. Da melhor utilização de sua capacidade volumétrica;

· Organização do Almoxarifado

1. Receber guardar e proteger os materiais adquiridos pela empresa;
2. Entregar os materiais mediante requisições autorizadas aos usuários da empresa;
3. Manter atualizados os registros necessários;

Vamos analisar os setores componentes da estrutura funcional do almoxarifado:

CONTROLE DOS MATERIAIS

Embora não haja menção na estrutura organizacional do almoxarifado, o controle deve fazer parte do conjunto de atribuições de cada setor envolvido, qual seja recebimento, armazenagem e distribuição.
O controle deve fornecer a qualquer momento as quantidades que se encontram à disposição em processo de recebimento, as devoluções ao fornecedor e as compras recebidas e aceitas.

As atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A função de recebimento de materiais é módula de um sistema global integrado com as áreas de contabilidade, compras e transportes e é caracterizada como uma interface entre o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil.

O recebimento compreende quatro fases:

a) 1a fase: Entrada de materiais;
b) 2a fase: Conferência quantitativa;
c) 3a fase: Conferência qualitativa;
d) 4a fase: Regularização
Ver abaixo:

Cuidados na Armazenagem
A guarda dos materiais no Almoxarifado obedece a cuidados especiais, que devem ser definidos no sistema de instalação e no layout adotado, proporcionando condições físicas que preservem a qualidade dos materiais, objetivando a ocupação plena do edifício e a ordenação da arrumação.

FASES DESCRIÇÃO

1ª FASE
Verificação das condições de recebimento do material;
2ªFASE
Identificação do material;
3ªFASE
Guarda na localização adotada;
4ªFASE
Informação da localização física de guarda ao controle;
5ªFASE
Verificação periódica das condições de proteção e armazenamento;
6ªFASE
Separação para distribuição;

DISTRIBUIÇÃO


Os materiais devem ser distribuídos aos interessados mediante programação de pleno conhecimento entre as partes envolvidas.

DOCUMENTOS UTILIZADOS

Os seguintes documentos são utilizados no Almoxarifado para atendimento das diversas rotinas de trabalho:
a) Ficha de controle de estoque (para empresas ainda não informatizadas): documento destinado a controlar manualmente o estoque, por meio da anotação das quantidades de entradas e saídas, visando o seu ressuprimento;
b) Ficha de Localização (também para empresas ainda não informatizadas): documento utilizado para indicar as localizações, através de códigos, onde o material está guardado;
c) Comunicação de Irregularidades: documento utilizado para esclarecer ao fornecedor os motivos da devolução, quanto os aspectos qualitativo e quantitativo;

d) Relatório técnico de inspeção: documento utilizado para definir, sob o aspecto qualitativo, o aceite ou a recusa do material comprado do fornecedor;

e) Requisição de material: documento utilizado para a retirada de materiais do almoxarifado;

f) Devolução de material: documento utilizado para devolver ao estoque do almoxarifado as quantidades de material porventura requisitadas além do necessário;

PERFIL DO ALMOXARIFE

O material humano escolhido deve possuir alto grau de sentimento de honestidade, lealdade, confiança e disciplina. Comprometimento, pois a base de uma boa gestão no almoxarifado depende de sua equipe.

RECEBIMENTO DE XMATERIAL

· Conceituação
Recebimento é a atividade intermediária entre as tarefas de compra e pagamento ao fornecedor, sendo de sua responsabilidade a conferência dos materiais destinados à empresa.
As atribuições básicas do Recebimento são:
1. Coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de materiais;
2. Analisar a documentação recebida, verificando se a compra está autorizada;
3. Controlar os volumes declarados na Nota Fiscal e no Manifesto de Transporte com os volumes a serem efetivamente recebidos;
4. Proceder à conferência visual, verificando as condições de embalagem quanto a possíveis avarias na carga transportada e, se for o caso, apontando as ressalvas de praxe nos respectivos documentos;
5. Proceder à conferência quantitativa e qualitativa dos materiais recebidos;
6. Decidir pela recusa, aceite ou devolução, conforme o caso;
7. Providenciar a regularização da recusa, devolução ou da liberação de pagamento ao fornecedor;
8. Liberar o material desembaraçado para estoque no almoxarifado;

1a fase - Entrada de Materiais:

A recepção dos veículos transportadores efetuada na portaria da empresa representa o início do processo de Recebimento e tem os seguintes objetivos:
A recepção dos veículos transportadores;
A triagem da documentação suporte do recebimento;

Constatação se a compra, objeto da Nota Fiscal em análise, está autorizada pela empresa;
Constatação se a compra autorizada está no prazo de entrega contratual;
Constatação se o número do documento de compra consta na Nota Fiscal;

Cadastramento no sistema das informações referentes a compras autorizadas, para as quais se inicia o processo de recebimento;
O encaminhamento desses veículos para a descarga;

As compras não autorizadas ou em desacordo com a programação de entrega devem ser recusadas, transcrevendo-se os motivos no verso da Nota Fiscal. Outro documento que serve para as operações de análise de avarias e conferência de volumes.

Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga", que é emitido quando do recebimento da mercadoria a ser transportada.
As divergências e irregularidades insanáveis constatadas em relação às condições de contrato devem motivar a recusa do recebimento, anotando-se no verso da 1a via da Nota Fiscal as circunstâncias que motivaram a recusa, bem como nos documentos do transportador. 

O exame para constatação das avarias é feito através da análise da disposição das cargas, da observação das embalagens, quanto a evidências de quebras, umidade e amassados.

Os materiais que passaram por essa primeira etapa devem ser encaminhados ao Almoxarifado. Para efeito de descarga do material no Almoxarifado, a recepção é voltada para a conferência de volumes, confrontando-se a Nota Fiscal com os respectivos registros e controles de compra. 

Para a descarga do veículo transportador é necessária a utilização de equipamentos especiais, quais sejam : paleteiras, talhas, empilhadeiras e pontes rolantes.

O cadastramento dos dados necessários ao registro do recebimento do material compreende a atualização dos seguintes sistemas:
Sistema de Administração de Materiais e gestão de estoques: dados necessários à entrada dos materiais em estoque, visando ao seu controle;

Sistema de Contas a pagar: dados referentes à liberação de pendências com fornecedores, dados necessários à atualização da posição de fornecedores;
Sistema de Compras: dados necessários à atualização de saldos e baixa dos processos de compras;

2a fase - Conferência Quantitativa;

É a atividade que verifica se a quantidade declarada pelo fornecedor na Nota Fiscal corresponde efetivamente à recebida. A conferência por acusação também conhecida como “contagem cega” é aquela no qual o conferente aponta a quantidade recebida, desconhecendo a quantidade faturada pelo fornecedor. A confrontação do recebido versus faturado é efetuada a posteriori por meio do Regularizador que analisa as distorções e providencia a recontagem.

Dependendo da natureza dos materiais envolvidos, estes podem ser contados utilizando os seguintes métodos:

Manual: para o caso de pequenas quantidades;
Por meio de cálculos: para o caso que envolve embalagens padronizadas com grandes quantidades;
Por meio de balanças contadoras pesadoras: para casos que envolvem grande quantidade de pequenas peças como parafusos, porcas, arruelas;
Pesagem: para materiais de maior peso ou volume, a pesagem pode ser feita através de balanças rodoviárias ou ferroviárias;
Medição: em geral as medições são feitas por meio de trenas;

· 3a fase - Conferência Qualitativa;
Visa garantir a adequação do material ao fim que se destina. A análise de qualidade efetuada pela inspeção técnica, por meio da confrontação das condições contratadas na Autorização de Fornecimento com as consignadas na Nota Fiscal pelo Fornecedor, visa garantir o recebimento adequado do material contratado pelo exame dos seguintes itens:
a) Características dimensionais;
b) Características específicas;
c) Restrições de especificação;

MODALIDADES DE INSPEÇÃO DE MATERIAIS

São selecionadas a depender do tipo de material que se está adquirindo, quais sejam:
1. Acompanhamento durante a fabricação: torna-se conveniente acompanhar in loco todas as fases de produção, por questão de segurança operacional;
2. Inspeção do produto acabado no fornecedor: por interesse do comprador, a inspeção do P. A. será feita em cada fornecedor;
3. Inspeção por ocasião do fornecimento: a inspeção será feita pôr ocasião dos respectivos recebimentos.

DOCUMENTOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE INSPEÇÃO

a) Especificação de compra do material e alternativas aprovadas;
b) Desenhos e catálogos técnicos;
c) Padrão de inspeção, instrumento que norteia os parâmetros que o inspetor deve seguir para auxiliá-lo a decidir pela recusa ou aceitação do material.

SELEÇÃO DO TIPO DE INSPEÇÃO

A depender da quantidade, a inspeção pode ser total ou por amostragem, utilizando-se de conceitos estatísticos.
A análise visual tem por finalidade verificar o acabamento do material, possíveis defeitos, danos à pintura, amassamentos.
A análise dimensional tem por objetivo verificar as dimensões dos materiais, tais como largura, comprimento, altura, espessura, diâmetros.
Os ensaios específicos para materiais mecânicos e elétricos comprovam a qualidade, a resistência mecânica, o balanceamento e o desempenho de materiais e/ou equipamentos.
Testes não destrutivos de ultra-som, radiografia, líquido penetrante, dureza, rugosidade, hidráulicos, pneumáticos também podem ser realizados a depender do tipo de material.

4a fase - Regularização;

Caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, pela confirmação da conferência qualitativa e quantitativa, respectivamente por meio do laudo de inspeção técnica e pela confrontação das quantidades conferidas versus faturadas.
O processo de Regularização poderá dar origem a uma das seguintes situações:
a) Liberação de pagamento ao fornecedor (material recebido sem ressalvas);
b) Liberação parcial de pagamento ao fornecedor;
c) Devolução de material ao fornecedor;
d) Reclamação de falta ao fornecedor;
e) Entrada do material no estoque;

Documentos envolvidos na Regularização:

Os procedimentos de Regularização, visando à confrontação dos dados, objetivando recontagem e aceite ou não de quantidades remetidas em excesso pelo fornecedor, envolvem os seguintes documentos:
1. Nota Fiscal;
2. Conhecimento de transporte rodoviário de carga;
3. Documento de contagem efetuada;
4. Relatório técnico da inspeção;
5. Especificação de compra;
6. Catálogos técnicos;
7. Desenhos;

Devolução ao Fornecedor

O material em excesso ou com defeito será devolvido ao Fornecedor, dentro de um prazo de 10 dias a contar da data do recebimento, acompanhado da Nota Fiscal de Devolução, emitida pela empresa compradora.

E o que é um palete?
Trata-se de uma plataforma disposta horizontalmente para carregamento, constituída de vigas, blocos ou uma simples face sobre os apoios, cuja altura é compatível com a introdução dos garfos da emplilhadeira, e que permite o agrupamento de materiais, possibilitando o manuseio, a estocagem, a movimentação e o transporte num único carregamento.

Os pallets são plataformas, nas quais as mercadorias são empilhadas, servindo para unitizar, ou seja, transformar a carga numa única unidade de movimentação.

VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DE PALETES

1. Melhor aproveitamento do espaço disponível para armazenamento, utilizando-se totalmente do espaço vertical disponível, por meio do empilhamento máximo;
2. Economia nos custos de manuseio de materiais, por meio da redução do custo da mão-de-obra e do tempo necessário para as operações braçais;

3. Possibilidade de utilização de embalagens plásticas ou amarração por meio de fitas de aço da carga unitária, formando uma só embalagem individual;
4. Compatibilidade com todos os meios de transporte (marítimo, terrestre, aéreo);
5. Facilita a carga, descarga e distribuição nos locais acessíveis aos equipamentos de manuseio de materiais;

6. Permite a disposição uniforme de materiais, o que concorre para a desobstrução dos corredores do armazém e dos pátios de descarga;
7. Os paletes podem ser manuseados por uma grande variedade de equipamentos, como empilhadeiras, transportadores, elevadores de carga e até sistemas automáticos de armazenagem;

Estudo do layout
Alguns cuidados devem ser tomados durante o projeto do layout de um almoxarifado, de forma que se possam obter as seguintes condições:
a) Máxima utilização do espaço;
b) Efetiva utilização dos recursos disponíveis ( mão de obra e equipamentos );

c) Pronto acesso a todos os itens;
d) Máxima proteção aos itens estocados;
e) Boa organização;
f) Satisfação das necessidades dos clientes.

No projeto de um almoxarifado devem ser verificados os seguintes aspectos:
a) Itens a serem estocados (itens de grande circulação, grande peso e volume);
b) Corredores (facilidades de acesso);
c) Portas de acesso (altura, largura);

d) Prateleiras e estruturas (altura x peso);
e) Piso (resistência).

Critérios de Armazenagem
Dependendo das características do material, a armazenagem pode dar-se em função dos seguintes parâmetros:
a) Fragilidade;
b) Combustibilidade;
c) Volatilização;

d) Oxidação;
e) Explosividade;
b) Intoxicação;
c) Radiação;

d) Corrosão;
e) Inflamabilidade;
f) Volume;
g) Peso;
h) Forma;

Os materiais sujeitos à armazenagem não obedecem a regras taxativas que regulem o modo como os materiais devem ser dispostos no Almoxarifado. Por essa razão, devem-se analisar, em conjunto, os parâmetros citados anteriormente, para depois decidir pelo tipo de arranjo físico mais conveniente, selecionando a alternativa que melhor atenda ao fluxo de materiais:

1. Armazenagem por tamanho: esse critério permite bom aproveitamento do espaço;
2. Armazenamento por freqüência: esse critério implica armazenar próximo da saída do almoxarifado os materiais que tenham maior freqüência de movimento;
3. Armazenagem especial, onde se destacam:

a) Os ambientes climatizados;
b) Os produtos inflamáveis, que são armazenados sob rígidas normas de segurança;
c) Os produtos perecíveis (método FIFO)

4. Armazenagem em área externa: devido à sua natureza, muitos materiais podem ser armazenados em áreas externas, o que diminui os custos e amplia o espaço interno para materiais que necessitam de proteção em área coberta. Podem ser colocados nos pátios externos os materiais a granel, tambores e “containers”, peças fundidas e chapas metálicas.

5. Coberturas alternativas: não sendo possível a expansão do almoxarifado, a solução é a utilização de galpões plásticos, que dispensam fundações, permitindo a armazenagem a um menor custo.
Independentemente do critério ou método de armazenamento adotado é oportuno observar as indicações contidas nas embalagens em geral, Trata-se das descrições contida na embalagem como armazenar.

Localização de Materiais

O objetivo de um sistema de localização de materiais é estabelecer os meios necessários à perfeita identificação da localização dos materiais. Normalmente é utilizada uma simbologia (codificação) alfanumérica que deve indicar precisamente o posicionamento de cada material estocado, facilitando as operações de movimentação e estocagem.

O almoxarife é o responsável pelo sistema de localização de materiais e deverá possuir um esquema do depósito com o arranjo físico dos espaços disponíveis por área de estocagem.
Sistemas de endereçamento ou localização dos estoques;
Existem dois métodos básicos: o sistema de endereços fixos e o sistema de endereços variáveis.

Sistema de endereçamento fixo:
Nesse sistema existe uma localização específica para cada produto. Caso não haja muitos produtos armazenados, nenhum tipo de codificação formal será necessário. Caso a linha de produtos seja grande, deverá ser utilizado um código alfanumérico, que visa à minimização do tempo de localização dos materiais.

Sistema de endereçamento variável:
Nesse sistema não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para itens de estocagem especial. Os materiais vão ocupar os locais disponíveis dentro do depósito. 

O inconveniente desse sistema é o perfeito controle que se deve ter da situação, para que não se corra o risco de possuir material perdido em estoque, que somente será descoberto ao acaso ou durante o inventário. Esse controle deverá ser feito por duas fichas, uma ficha para controle do saldo por item e a outra para controle do saldo por local de estoque.

Apesar de o sistema de endereços variáveis possibilitarem melhor utilização do espaço, este pode resultar em maiores percursos para montar um pedido, pois um único item pode estar localizado em diversos pontos Esse método é mais popular em sistemas de manuseio e armazenagem automatizados, que exigem um mínimo de mão-de-obra.

Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.

Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. 

Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. 

Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.

Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.

A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners). Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.

Catalogação: significa o arrolamento de todos os itens existentes de modo a não omitir nenhum deles.
Vantagens da Catalogação:
1. A catalogação proporciona uma idéia geral da coleção;
2. Facilita a consulta por parte dos usuários;
3. Facilita a aquisição de materiais;
4. Possibilita a conferência;
5. Evita duplicidade de codificação;

· Simplificação: significa a redução da grande diversidade de itens empregados para uma mesma finalidade. Quando duas ou mais peças podem ser usadas para o mesmo fim, recomenda-se a escolha pelo uso de uma delas;

· Especificação: significa a descrição detalhada de um item, como suas medidas, formato, tamanho, peso etc. Quanto mais detalhada a especificação de um item, menos dúvida se terá a respeito de sua composição e características, mais fácil será a sua compra e inspeção no recebimento.

· Normalização: essa palavra deriva de normas, que são as prescrições sobre o uso do material; portanto significa a maneira pela qual o material deve ser utilizado em suas diversas aplicações;

· Padronização: significa estabelecer idênticos padrões de peso, medidas e formatos para os materiais, de modo que não existam muitas variações entre eles. Por exemplo, a padronização evita que centenas de parafusos diferentes entrem em estoque.

Vantagens da Padronização:

1. Possibilita a simplificação de materiais;
2. Facilita o processo de normalização de materiais;
3. Aumenta poder de negociação;

4. Reduz custos de aquisição e controle;
5. Reduz possibilidade de erros na especificação;
6. Facilita a manutenção;

7. Possibilita melhor programação de compras;
8. Permite reutilização e permutabilidade
Assim a catalogação, a simplificação, a especificação, a normalização e a padronização constituem os diferentes passos rumo à codificação. A partir da classificação podem-se codificar os materiais.

ESTRUTURAS METÁLICAS PARA ARMAZENAGEM

Fatores que influenciam na escolha das estruturas metálicas para armazenagem:
· Tipo de material (peso e volume);

· Equipamentos utilizados para a movimentação (empilhadeiras);
· Largura mínima dos corredores;

· Níveis de armazenagem (altura máxima para empilhamento);
Tipos de estrutura metálica para armazenagem:

· Estrutura leve em prateleira de bandeja: adequadas para materiais leves;
· Estrutura porta-palete: as prateleiras são substituídas por um par de

Vigas que se encaixam nas colunas, com possibilidade de regulagem da altura.
Os paletes são retirados por empilhadeiras que se nos movimentam corredores.

MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS

Dependendo do tipo de empresa, do tipo de produto ou serviço, do sistema de produção utilizado e de outras características, a movimentação de materiais pode atingir um custo de 15 a 70 % do custo total da produção.

O estudo da movimentação de materiais deve levar em consideração todas as características do processo produtivo, já que faz parte inerente dele.

Dá-se o nome de movimentação de materiais a todo o fluxo de materiais dentro da empresa. A movimentação de materiais é uma atividade indispensável a qualquer sistema de produção e visa não somente o abastecimento das seções produtivas, mas também a garantia da seqüência do processo de produção entre as seções envolvidas.

A movimentação pode ser horizontal ou vertical. É horizontal quando a movimentação se dá em um espaço plano e em um mesmo nível. É vertical quando a empresa utiliza edifícios de vários andares ou níveis de altura.

A movimentação de materiais quando bem administrada pode trazer grandes economias para a empresa e um excelente resultado para a produção.

Principais finalidades da movimentação de materiais:
1. Aumento da capacidade produtiva da empresa, que pode ser conseguido: através da redução do tempo de fabricação; através do incremento da produção, pela intensificação do abastecimento de materiais às seções produtivas; utilização racional da capacidade de armazenagem, utilizando plenamente o espaço disponível e aumentando a área útil da fábrica;

2. Melhorar as condições de trabalho, proporcionando: maior segurança e redução de acidentes durante as operações com materiais; redução da fadiga nas operações com materiais e maior conforto para o pessoal; aumento da produtividade da mão-de-obra;

3. Reduzir os custos de produção, através da: redução da mão-de-obra braçal pela utilização de equipamentos de manuseio e transporte; redução dos custos de materiais, através de acondicionamento e transporte adequados que permitam reduzir as perdas ou estragos de materiais; redução de custos em despesas gerais, através de menores despesas de transporte e menores níveis de estoques de materiais.

4. Melhorar a distribuição: a distribuição, que se inicia na preparação do produto e termina no usuário, é grandemente melhorada com a racionalização dos sistemas de manuseio, através da: melhoria na circulação: criação de corredores bem definidos; endereçamento fácil; equipamentos eficientes;

métodos eficientes de carga e descarga; localização estratégica de almoxarifados: criação de pontos de armazenagem próximos aos consumidores, para distribuição aos pontos de venda, só é possível graças aos equipamentos de movimentação e armazenagem;

Melhoria dos serviços aos usuários: a proximidade das mercadorias dos centros consumidores implica em rapidez na entrega, menores riscos de deterioração ou quebra menor custo; Maior disponibilidade do produto em cada região;

EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS:

O manuseio pode ser efetuado das seguintes formas:
· Manualmente;
· Por meio de carrinhos impulsionados manualmente;
· Por meio de empilhadeiras (não possui limitação de direção horizontal ou vertical, podendo ser elétrica, com motor a gás, diesel ou gasolina);

· Por meio de paleteiras (tipo de empilhadeira limitada ao manuseio horizontal);
· Por meio de pontes rolantes: trata-se de equipamento constituído de estrutura metálica, sustentada por duas vigas, ao longo das quais a ponte rolante se movimenta; entre as duas vigas corre um carrinho com um gancho;

· Por meio de guindastes: trata-se de equipamento utilizado em área externa, equipados com lança e com capacidade de carga acima de 5 t. Quase sempre esses equipamentos servem para o transporte e elevação de cargas. São muito utilizados em áreas de armazenamento de ferro para construção, nas linhas de produção de construção pesada, na recepção e expedição de cargas de grandes proporções e peso, nas indústrias metalúrgicas e siderúrgicas;

· Por meio de transportadores contínuos: são utilizados para o caso de movimentação constante e ininterrupta de materiais entre dois pontos predeterminados. É o caso da mineração, dos terminais de carga e descarga, armazéns de granéis, terminais de recepção e expedição de mercadorias. Sua maior aplicação na indústria é a linha de montagem na produção em série. 

Nos sistemas de produção contínua - como nas fábricas de refrigerantes, cervejas, óleos alimentícios etc. - os transportadores contínuos são controlados e integrados por equipamentos eletrônicos, com paradas em pontos determinados.

Ex.: correias transportadoras, esteiras transportadoras, roletes transportadores, transportadores de fita metálica, transportadores de rosca, transportadores magnéticos, transportadores vibratórios, transportadores pneumáticos.

Princípios básicos para a movimentação de materiais:
Para que um sistema de transporte interno seja eficiente é preciso que sejam adotados certos princípios básicos para a movimentação de materiais, quais sejam: obedecer ao fluxo do processo produtivo e utilizar meios de movimentação que facilitem esse fluxo; 

Eliminar distâncias e eliminar ou reduzir todos os transportes entre as operações; usar a força da gravidade sempre que possível; minimizar a manipulação, preferindo meios mecânicos aos manuais; considerar sempre a segurança do pessoal envolvido; 

Utilizar cargas unitárias sempre que possível; procurar a utilização máxima do equipamento, evitando o transporte vazio, isto é utilizar o sempre o transporte nos dois sentidos de ida e volta; prever sempre um sistema alternativo de transporte, para uso em caso de falha do principal;

Custos da Movimentação de Materiais

Os custos de movimentação de materiais constituem geralmente uma parcela significativa do custo total de fabricação. Isso significa que o custo de movimentação de materiais influenciam o custo final do produto /serviço sem contribuir em nada para a sua melhoria. 

Daí a necessidade de se tentar constantemente baratear o custo do produto/serviço através de uma seleção rigorosa dos meios de movimentação adequados ao sistema de produção utilizado pela empresa.

Os custos de movimentação de materiais são os seguintes:
1. Equipamentos utilizados: capital empatado em equipamentos;
2. Combustível utilizado: ou seja, despesas efetuadas com combustível ou energia para alimentar os equipamentos de movimentação;

3. Pessoal para a operação dos equipamentos: motoristas de tratores ou empilhadeiras, operadores de guindastes ou de elevadores, pessoal auxiliar etc.

4. Manutenção de equipamentos: ou seja, despesas com manutenção e com oficinas de consertos, peças e componentes de reposição, bem como com o pessoal da oficina;

5. Perdas de material decorrentes de manuseio, de acidentes na movimentação, quebras, estragos em embalagens;

· Definição do tipo de movimentação:
Uma série de itens devem ser analisados antes da definição do tipo de equipamento que será utilizado para a movimentação de materiais:

1. Tipo do produto (dimensões, características mecânicas, quantidade a ser transportada;
2. Edificação (layout, espaço entre as colunas, resistência do piso, dimensão das passagens, dos corredores e das portas);
3. Seqüência das operações;

4. Método de armazenagem;
5. Custo da movimentação;
6. Área necessária para o funcionamento do equipamento;
7. Fonte de energia necessária;

8. Deslocamento e direção do movimento;
9. Mão-de-obra;
10. Flexibilidade do equipamento a ser adotado;

11. Grau de supervisão requerido para a operação (transportadores x empilhadeiras);
12. Possibilidade da variação da velocidade do equipamento (adaptação ao volume de expedição e recebimento, ao alto índice eventual de perdas, à ausência ocasional de pessoal e à inexperiência do operário);
13. Tipo de trajetória (fixa: transportador, limitada: ponte rolante, livre: empilhadeiras);

NECESSIDADE DE ESPAÇO FÍSICO

As firmas realmente necessitam de espaço físico para estocagem? Se as demandas pelos produtos da empresa forem conhecidas com exatidão e se as mercadorias puderem ser fornecidas instantaneamente, teoricamente não há necessidade para manter espaço físico para o estoque. 

Entretanto, não costuma ser prático nem econômico operar desta maneira, pois geralmente a demanda não pode ser prevista precisamente. Para alcançar perfeita coordenação entre oferta e demanda, A produção deveria ter tempo de resposta instantâneo e o transporte deveria ser totalmente confiável, com temo de entrega nulo. Isto não existe em operações reais. 

Portanto, as empresas usam estoques para melhorar a coordenação entre oferta e demanda e diminuir os custos totais. Segue-se que manter inventário gera a necessidade do espaço de armazenagem e da movimentação interna dos materiais.

Os custos da armazenagem e do manuseio de materiais são justificáveis, pois eles podem ser compensados com os custos de transporte e de produção, Ou seja, uma firma pode reduzir seus custos produtivos, pois seus estoques armazenados absorvem flutuações dos níveis de produção devido a incertezas do processo de manufatura ou a variações de oferta ou demanda.

Além disso, estoques podem reduzir custos de transporte, pois permite o uso de quantidades maiores e mais econômicas nos lotes de carregamento. A questão é justamente utilizar inventário suficiente para o correto balanço econômico entre os custos de estocagem, produção e transporte.

QUATRO RAZÕES BÁSICAS PARA ESPAÇO FÍSICO

Reduzir custos de transporte e produção. O exemplo da Logística Moderna ilustra apenas uma causa para a necessidade de espaço – reduzir custos de transporte pela compensação nos custos de produção e estocagem. Por conseguinte, os custos totais de fornecimento e distribuição dos produtos podem ser diminuídos.

Coordenação de suprimento e demanda. Empresas que têm produção fortemente com demanda por produtos razoavelmente constante enfrentam o problema de coordenar seu suprimento com a necessidade de produtos. 
Indústrias alimentícias produtoras de vegetais e frutas enlatadas são forçadas a armazenar produção de modo a atender o mercado durante a entressafra. Inversamente, firmas que devem fornecer produtos ou serviços a uma demanda incerta produzem, em geral, com nível constante ao longo do ano para minimizar custos de produção, mantendo estoques para atender a curta temporada de vendas. Aparelhos de ar condicionado e brinquedos natalinos são dois exemplos. 

Toda vez que fica muito caro coordenar suprimento e demanda de forma precisa, são necessários estoques.
Problemas associados às oscilações nos preços de commodities também podem gerar necessidade de armazenagem. Materiais e produtos que experimentam súbitas alterações de preço (por exemplo, cobre aço e petróleo) podem ser comprados antes do necessário para obter menores preços. Geralmente será necessário ter espaço para o inventário, mas seu custo pode ser contrabalançado pelos melhores preços obtidos na compra das commodities. (Mercadoria, Artigos,
(Conveniências.)

COMO ASSEGURAR ZERO DEFEITO NO PROCESSO DE INSERÇÃO DE DADOS

As respostas residem nas modernas tecnologias da informação.
Considere as seguintes estatísticas sobre taxa de erros na entrada de dados:
-1 erro a cada 300 caracteres digitados por pessoas normais.
-1 erro a cada 3.000.000 de caracteres lidos, no sistema de código de barras unidirecional.
-1 erro a cada 7.000.000 de caracteres lidos, no sistema de código bidirecional.

Classificação ABC

Classe A: Representa o grupo de maior valor de consumo e menor quantidade de itens, que devem ser gerenciados com especial atenção;

Classe B: Representa o grupo de situação intermediária entre as classes A e C;

Classe C: Representa o grupo de menor valor de consumo e maior quantidade de itens, portanto menos importantes, que justificam menor atenção no gerenciamento.

Quanto á importância operacional

Classe X: Materiais de aplicação não importante, com possibilidade de uso de similar existente na empresa;

Classe Y: Materiais de importância média, com ou sem similar na empresa;

Classe Z: materiais de importância vital sem similar na empresa, cuja a falta acarreta a paralisação de uma ou mais fases operativas.

Porque fazemos inventários

Para determinar existência de Discrepância entre o valor do ESTOQUE FISICO e o ESTOQUE CONTÁBIL.
Para determinar discrepância entre os REGISTROS e QUALIDADE FISICA.
Para apurar o valor do ESTOQUE CONTÁBIL para fins de BALANÇO GERAL ou BALANCETES MENSAIS.


Definições Fundamentais Relacionadas com os Processos de inventários:

1. Acuracidade: Acuracidade é um adjetivo, sinônimo de qualidade e confiabilidade da informação. Segundo o novo dicionário Aurélio, “acurado” significa feito ou tratado com muito cuidado, desvelo ou apuro. E acurácia, que é substantivo feminino que indica exatidão, na física esta associada á propriedade de uma medida de uma grandeza física que foi obtida por instrumentos e processos isentos erros sistemáticos. Naturalmente, existem diversos possíveis indicadores de acuracidade, tais como:

Acuracidade da estrutura de produtos (fatores de conversão e rendimentos);

Acuracidade dos roteiros de produção (processos, tempos e recursos);

Acuracidade do lead times;

Acuracidade da previsão (forecast)

Acuracidade dos saldos de estoque;

Acuracidade dos custos dos materiais;

Acuracidade da locação (endereços), entre outros.

2. Acuracidade de saldo: Na gestão de materiais, a acuracidade de saldo é um indicador gerencial, expresso em percentagem da proporção de informações corretas, isto é, da qualidade física disponível no estoque comparada com a informação do saldo conforme consta no sistema de informações, em um determinado momento.

O maior impacto na acuracidade

NÃO PODEMOS TAPAR O SOL COM UMA PENEIRA.

O MAIOR IMPACTO CONTINUA SENDO OS

“ERROS DE REGISTRO”

E ESTES ERROS SÃO OS RESULTADOS DE:

SISTEMAS RUINS DE MANUTENÇÃO DOS REGISTROS;

PESSOAL MAL TREINADO.

CUSTOS ASSOCIADOS AOS ESTOQUES

Custo de manutenção
São os custos financeiros, de armazenagem (aluguel, impostos, depreciação, mão-de-obra direta e indireta); de obsolescência; seguros; deterioração física; custo de oportunidade de capital (retorno do investimento obtido através de uma taxa do valor dos produtos ou materiais armazenados); roubo etc.

Custos por ruptura

Relacionados à falta do produto causada por atrasos na produção; restrições na manutenção do estoque. Isso acaba gerando perda de vendas, insatisfação dos clientes, desgaste na imagem da empresa etc.

Custos de aquisição

São os custos referentes à preparação, emissão e acompanhamento de pedidos, proporcional ao volume ou tamanho do pedido, levando-se em conta o preço unitário dos produtos e os custos variáveis.

Custos de preparação

Associados à preparação das máquinas para fabricação (set-up) e de todas as atividades relacionadas com as ordens de produção.

Com ênfase nos custos acima descritos, a abordagem estará direcionada aos custos de manutenção do estoque e de ruptura, já que o objeto do artigo trata dos aspectos ligados ao custo de oportunidade de capital.

Estoque

O estudo do papel dos estoques nas empresas é tão antigo quanto o estudo da própria Administração. Como elemento regulador, quer do fluxo de produção quer do fluxo de vendas, os estoques sempre foram alvo da atenção dos Gerentes.

Hoje todas as empresas procuram de uma forma ou de outra, a obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, e a oportunidade de atendê-los prontamente, no momento e na quantidade desejada, é grandemente facilitada com a administração eficaz dos estoques.

Tipos de Estoque

Os estoques têm a função de funcionar como reguladores do fluxo de negócios. Com a velocidade com que as mercadorias são recebidas é usualmente diferente da velocidade com que são utilizadas, há a necessidade de um estoque, funcionando como um amortecedor. 

A analogia com a caixa d’água de nossas residências é muito adequada. Quando a velocidade de entrada dos itens é maior que a de saída, ou quando o número de unidades recebidas é maior do que o número de unidades expedidas, o nível de estoque aumenta. 

Se, ao contrário, mais itens saem, são demandados ou consumidos do que entra, o estoque diminui. Se a quantidade recebida for igual a despachada, o estoque se mantém constante.

Os recursos materiais, ou estoques, podem ser classificados em demanda dependente ou independente. Os materiais, componentes, partes e peças da demanda independente são os itens cuja demanda decorre, em sua maioria, dos pedidos dos clientes externos como, por exemplo, os produtos acabados, que a empresa vende diretamente a seus clientes externos.

Um item é dito de demanda dependente quando a quantidade a ser utilizada depende da demanda de um item de demanda independente. Assim, o pneu em uma montadora é um item de demanda dependente, pois a quantidade total a ser utilizada dependerá da previsão de automóveis a serem montados.

Para um comerciante de pneus, no mercado de reposição, o mesmo pneu é um item de demanda independente.
Como os estoques constituem parcela considerável dos ativos da empresa, eles recebem um tratamento contábil minucioso. São classificados em 5 (cinco) grandes categorias:

ESTOQUES DE MATÉRIA – PRIMA – são todos os itens utilizados nos processos de transformação em produtos acabados. Todos os materiais armazenados que a empresa compra para usar no processo produtivo fazem parte do estoque de matérias – primas, independentemente de serem materiais diretos, que se incorporam aos produtos finais, ou indiretos, que não se incorporam ao produto final.

ESTOQUES DE PRODUTOS EM PROCESSOS – correspondem a todos os itens que já entraram no processo produtivo, mas que ainda não são produtos acabados. São os materiais que começaram a sofrer alteração, sem, contudo, estar finalizados.
ESTOQUES DE PRODUTOS ACABADOS – são todos os itens que já estão prontos para serem entregues aos consumidores finais. São os produtos finais da empresa.
ESTOQUES EM TRÂNSITO – correspondem a todos os itens que já foram despachados de uma unidade fabril para outra, normalmente da mesma empresa, e que ainda não chegaram a seu destino final.
ESTOQUES EM CONSIGNAÇÃO - são os materiais que continuam sendo propriedade do fornecedor até que sejam vendidos. Em caso contrário, são devolvidos sem ônus.

A IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

Atualmente o relacionamento fornecedor – cliente é do tipo parceria, com elevada confiança, onde o cliente e o fornecedor se ajudam sempre na procura de soluções eficazes que possam trazer benefícios aos consumidores finais.

Nos sistemas logísticos, segundo Ronald H. Ballou, os estoques são mantidos para:
. Melhorar o serviço ao cliente: dando suporte à área de marketing, que ao criar demanda precisa de material disponível para concretizar vendas.

. Economia de escala: os custos são tipicamente menores quando o produto é fabricado continuamente e em quantidades constantes.
. Proteção contra mudanças de preços em tempo de inflação alta: um alto volume de compras minimiza o impacto do aumento de preços pelos fornecedores.

. Proteção contra incertezas na demanda e no tempo de entrega: considera o problema que advém aos sistemas logísticos quando tanto o comportamento de demanda dos clientes quanto o tempo de entrega dos fornecedores não são perfeitamente conhecidos, ou seja, para atender os clientes são necessários estoques de segurança.

. Proteção contra contingências: proteger a empresa contra greves, incêndios, inundações, instabilidade políticas e outras variáveis exógenas que podem criar problemas. O risco diminuiria com a manutenção de estoques.

Atender aos clientes na hora certa, com a quantidade certa e requerida, tem sido o objetivo da maioria das empresas. Assim, a rapidez e presteza na distribuição das mercadorias assumem cada vez mais um papel preponderante na obtenção de uma vantagem competitiva duradoura.

CUSTOS DE ESTOQUES

É usual ouvirmos “estoque custa dinheiro”. A afirmativa é bem verdadeira. A necessidade de manter estoques acarreta uma série de custos às empresas. Os japoneses, pioneiros do Just in time, consideram os estoques como uma forma de desperdício.

Podemos classificar os custos de manter estoques em três grandes categorias: custos diretamente proporcionais aos estoques, inversamente proporcionais aos estoques e independentes da quantidade estocada.


CUSTOS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS – ocorre quando os custos crescem com o aumento da quantidade média estocada. Por exemplo, quanto maior o estoque, maior o custo do capital investido. Do mesmo modo, quanto maior a quantidade de itens armazenados, maior a área necessária e maior o custo do aluguel.

Os custos decorrentes da necessidade da empresa manter ou carregar os estoques são também chamados de custos de carregamento dos estoques. É também usual a divisão desses custos em duas subcategorias: custo de capital e custo de armazenagem.

O custo de capital corresponde ao custo do capital investido e é representado:
Onde i é igual à taxa de juros corrente e P é o preço de compra do item de estoque.
Custo de capital = i X P

O custo de armazenagem corresponde ao somatório de todos os custos referentes à armazenagem tais como a própria armazenagem, o manuseio e as perdas.
Custo de armazenagem = CA = somatório

O custo de carregamento (Cc) será a soma do custo de capital com o custo de armazenagem:
Cc = CA + i X P

CUSTOS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS - são os custos ou fatores de custos que diminuem com o aumento do estoque médio, isto é, quanto mais elevados os estoques médios, menores serão tais custos. São os denominados custos de obtenção, no caso de itens comprados e custos de preparação, no caso de itens fabricados internamente.

Para uma dada demanda (D) anual constante, se a compra for efetuada uma única vez por ano, o lote (Q) deverá ser de D unidades, e o estoque médio correspondente será Q/2. Assim podemos Ter:
Número de vezes que a
Compra é feita por ano
Tamanho do Lote
Estoque Médio
1
Q = D
Em = Q/2 = D/2
2
Q = D/2
Em = Q/2 = D/4
3
Q = D/3
Em = Q/2 = D/6
4
Q = D/4
Em = Q/2 = D/8

Quanto mais vezes se comprar ou se preparar a fabricação, menores serão os estoques médios e maiores serão os custos decorrentes do processo tanto de compras como de preparação.

Para calcular o número de pedidos ou ordens emitidos por unidade de tempo, consideraremos a demanda por unidade de tempo como D, o tamanho do lote de compras ou fabricação como Q e o custo de obtenção ou preparação como Cp. Assim o número de pedidos (n) será:
n = D/Q

C obtenção = Nº pedidos X custo do pedido O custo de obtenção ou preparação:

CUSTOS INDEPENDENTES – são aqueles que independem do estoque médio mantido pela empresa, como por exemplo, o custo de aluguel de um galpão. Ele geralmente é um valor fixo, independente da quantidade estocada.

Se somarmos os três fatores de custos analisados, teremos os custos totais decorrentes da necessidade de se manter estoques (CT):
CT = custos diretamente proporcionais + custos inversamente proporcionais + custos independentes + custos material comprado
CT = (CA + i X P) X (Q/2) + (Cp) X (D/Q) + CI + D X P

ANÁLISE DE ESTOQUES

Como os estoques representam parcela substancial dos ativos das empresas, devem ser encarados como um fator potencial de geração de negócios e lucros. Assim, cabe ao administrador verificar se estão tendo a utilidade adequada ou sendo um “ peso morto” .

Em épocas de alta inflação, manter estoques elevados poderia ser a forma mais adequada de obter grandes lucros, pois a reposição dava-se sempre a preços bem menores. Numa economia estável e de baixa inflação, isso não é verdadeiro e uma boa gestão dos estoques poderá ser responsável pelo lucro.

GESTÃO DE ESTOQUES

Constitui uma série de ações que permitem ao administrador verificar se os estoques estão sendo bem utilizados, bem manuseados e bem controlados.
Existem vários indicadores de produtividade na análise e controle dos estoques, sendo os mais usuais diferenças entre o inventário físico e o contábil, acurácia de controles, giro de estoques e cobertura de estoques.

Inventário físico


Consiste na contagem física dos itens em estoque. Caso haja diferença entre o inventário físico e os registros de controle de estoques, devem ser feitos ajustes conforme recomendações contábeis e tributárias.

O grande controle pode ser feito em qualquer organização para auxiliar o fluxo de caixa é o referente a inventários. Inventário em excesso significa gastar dinheiro em excesso, arcar com um custo que não traz benefício algum.

O inventário físico é geralmente efetuado de dois modos : periódico e rotativo.
Ele é chamado de periódico quando em determinados períodos faz-se uma contagem física de todos os itens em estoque. Nessas ocasiões coloca-se um número bem maior de pessoas com a função específica de contar os itens.

O inventário é rotativo quando permanentemente se contam os itens em estoque. Nesse caso faz-se um programa de trabalho de tal forma que todos os itens sejam contados pelo menos uma vez dentro do período fiscal. Um critério usual é contar a cada três meses 100 % dos itens da classe A, 50 % dos itens da classe B e 5 % dos itens da classe C.


Acurácia de controles

Uma vez terminado o inventário, pode-se calcular a acurácia dos controles, que mede a porcentagem de itens corretos, tanto em quantidade quanto em valor.

Acurácia = número de itens corretos
Número total de itens

Giro de estoques ou Rotatividade


Giro = custo das vendas anuais
estoqueÉ a avaliação do capital investido em estoques comparado com o custo de vendas anuais, ou da quantidade média de materiais em estoque dividido pelo custo anual de vendas. Para calcularmos a rotatividade, é necessário possuirmos o valor dos estoques e dividirmos pelo custo anual de vendas. O valor de estoque pode ser utilizado em quantidades monetárias ou quantidades de peças. 

O custo anual das vendas representa o valor anual das vendas menos a mão-de-obra a as despesas gerais, que praticamente se resumem nos custos de materiais comprados no ano.

Cobertura de estoques

Indica o tempo em questão que será atendido pelo estoque. Por exemplo, dias que o estoque médio será suficiente para cobrir a demanda média.

Cobertura = Tempo do período em estudo
Giro

Curva A B C

O princípio da Curva ABC foi elaborado por Vilfredo Pareto, na Itália, no fim do século passado, quando por volta do ano de 1897 elaborava um estudo de distribuição de renda e riqueza da população local. Nesse estudo, 

Pareto notou que grande porcentagem da renda total concentrava-se nas mãos de uma pequena parcela da população, numa proporção de aproximadamente 80 % e 20 % respectivamente, ou seja, que 80 % da riqueza local estava concentrada em 20 % da população. Esse princípio geral, mais tarde, foi difundido para outras atividades e passou a ser uma ferramenta muito útil para os administradores.

Nesse enfoque, na área administrativa, a curva ABC tornou-se utilidade ampla nos mais diversos setores em que se necessita tomar decisões envolvendo grande volume de dados e a ação torna-se urgente. A curva ABC é constantemente usada para avaliação de estoques, produção, vendas, salários e outros. A curva ABC é um método utilizado para qualquer atividade ou trabalho, porém, no controle de estoque, foi aplicada pela primeira vez na General Electric, por F. Dixie. 

Sua grande eficácia está na diferenciação dos itens de estoques com vistas a seu controle e, principalmente, o seu custo. Na metodologia utilizada inicialmente por Dixie, os itens da classe A, embora representassem apenas 8 % dos itens em estoque, correspondiam a 75 % do valor de todo o estoque. Os itens da classe B representavam 25 % dos itens de estoque, porém, somente 20 % do custo total de estoque e os itens da classe C, embora representassem 67 % de todos os itens de estoque, correspondiam a tão somente 5 % do valor total do estoque.
Os itens mais importantes são em pequeno número e de alto valor e devem ser controlados com extrema rigidez.

. Classe A - mais importantes;
. Classe B - intermediários;
. Classe C - menos importantes.

MÉTODO DE EMPURRAR ESTOQUES

Consiste em alocar para os depósitos de uma determinada empresa as quantidades de suprimentos necessárias para atender as demandas locais e evitar desperdícios de estocagem.
Exemplo: Uma empresa adquiriu 6000 relógios para distribuir entre seus 4 depósitos, conforme situação abaixo:

DEPÓSITO
PREVISÃO VENDAS MENSAIS
ESTOQUE DISPONÍVEL
NECESSIDADE REAL
RATEIO DO EXCESSO

ESTOQUE DE SEGURANÇA

Também conhecido por estoque mínimo ou estoque reserva, é uma quantidade mínima de peças que tem que existir no estoque com a função de cobrir as possíveis variações do sistema, que podem ser: eventuais atrasos no tempo de fornecimento (TR) por nosso

Fornecedor, rejeição do lote de compra ou aumento na demanda do produto. Sua finalidade é não afetar o processo produtivo e , principalmente, não acarretar transtornos aos clientes por falta de material e , consequentemente, atrasar a entrega de nosso produto ao mercado. 

Um fato importante a ser explanado é referente ao valor do estoque de segurança, visto que o ideal é termos esse estoque igual a zero, porém, sabemos que dentro de uma organização, os materiais são utilizados em uma taxa uniforme, e que, também, o tempo de reposição para qualquer produto não é fixo e garantido por nossos fornecedores em razão das variáveis de mercado. 

Sob esses aspectos, fica muito difícil estabelecer como zero o estoque de segurança, porém não impossível, Então, como estamos envolvidos com a realidade das organizações e as variáveis ambientais, necessitamos estabelecer um estoque de segurança que garanta a continuidade do processo produtivo em razão dos fatos anteriormente enumerados.

A situação mais cômoda é adotar um estoque de segurança que supra toda e qualquer variação do sistema; porém, isso implicará custos elevadíssimos e que talvez a empresa poderá não suportar. Então, a solução é determinar um estoque de segurança que possa otimizar os recursos disponíveis e minimizar os custos envolvidos. 

Assim, teremos um estoque de segurança que irá atender a fatos previsíveis dentro do seu plano global de produção e sua política de grau de atendimento. Para definirmos o nível de estoque de segurança, existem alguns modelos matemáticos para essa finalidade:

1 – Método do grau de risco (MGR)

Este é o modelo mais simples e fácil de utilizar, e não requer nenhum conhecimento profundo da matemática. Tal modelo usa um fator de risco dado em porcentagem, que é definido pelo administrador em função de sua sensibilidade de mercado e informações que colhe junto a vendas e a suprimentos.


ES = C x k

ES = Estoque de segurança;
C = Consumo médio no período;
K = Coeficiente de grau de atendimento

2 – Métodos com variação de consumo e tempo de reposição (MVC)

Este método somente é utilizado quando as variações de demanda e/ou tempo de reposição forem maiores que os dados definidos, ou seja, quando houver atrasos na entrega do pedido e/ou aumento nas vendas.

ES = Estoque de segurança;
Cm = Consumo maior previsto do produto;
Cn = Consumo normal do produto;
Ptr = Porcentagem de atraso no tempo de reposição

ES = (Cm - Cn) + Cm X Ptr

Suprimentos de manutenção, reparo e operação (MRO)
Refere-se à Manutenção, Reparos e Operações, isto e materiais e serviços não ligados diretamente à produção de uma empresa, ou seja, materiais não estratégicos.

A gestão de estoque de itens para Manutenção, Reparos e Operação (MRO) trata essencialmente da solução de compromisso entre minimizar custos e maximizar o grau de atendimento das necessidades de materiais. Aspectos frontalmente conflitantes.


Professor: Marcos Paulo.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Artigo Logística Hoje

INTRODUÇÃO

É bem verdade que a logística está diretamente ligada à satisfação do cliente e ao sucesso das empresas, porém ela é pouco difundida e aproveitada, pois necessita de uma mão de obra qualificada, empresas com boa infraestrutura, dentre outros fatores que precisariam de importantes e onerosos investimentos nesse setor. 1 Graduando em Administração pela Faculdade Visconde de Cairu. E-mail: ujsneto30@hotmail.com 2 Professora Orientadora do Trabalho de Conclusão de Curso da Fundação Visconde de Cairu. Especialista em Literatura. Email: santanalidia@ig.com.br. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 98

O ambiente empresarial atual, além de complexo, é intensamente competitivo, portanto, o artigo expõe seu problema para que depois de estudos e pesquisas práticas seja respondido: Será que a logística tem de estar intimamente ligada ao marketing para que possa ser o grande diferencial em atendimento ao cliente colocando, desta forma, o produto ou serviço no lugar certo e ao menor custo? A cada dia os empreendimentos buscam diferenciação e vantagens competitivas em relação aos seus concorrentes, devido as constantes mudanças das necessidades dos clientes, é de suma importância que uma organização dispõe de estratégias logísticas na busca em atender os clientes. Por isso o objetivo geral desta pesquisa é demonstrar a disputa acirrada de mercado nos dias atuais, indicando o poder veemente que o cliente possui. Além disso, tem como objetivos específicos: apontar os projetos de tecnologia de produção úteis para ganhos em eficiência e lucratividade; explanar a relação direta da logística com a satisfação interna, pois se torna um trabalho mais fácil e recompensador para o profissional operacional; analisar o cliente, visto que este é um sócio da produção e, portanto poderá definir as metas da organização. Para alcançar objetivos, é preciso traçar caminhos, assim sendo, fez-se necessária uma pesquisa exploratória que assumiria a forma de pesquisa bibliográfica e através da internet, apreciando os aspectos relativos ao tema e atendendo as expectativas do estudo. Justifica-se a escolha do tema por se tratar de um assunto de grande relevância, pela globalização e mudança contínua do mercado, frente às novas tecnologias, as quais são utilizadas para auxiliar nos métodos de gestão e de estratégias para tomada de decisões nas organizações. Além de contribuir para a logística conquistar uma posição importante de visibilidade perante administradores que almejam o sucesso. Para a construção do trabalho, a estrutura foi definida em quatro etapas: A primeira envolve o resumo e a introdução explanando os aspectos gerais do tema; a segunda descreve e conceitua a logística demonstrando sua importância nas organizações, além de explicar o valor da tecnologia para a logística nos dias atuais; a terceira, revela a logística de maneira estratégica afim de ganhar lucratividade e fidelidade dos clientes e a quarta etapa confere as Considerações Finais Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 99 confirmando os objetivos e respondendo o problema deste estudo e as Referências utilizadas para sustentar a veracidade do artigo.

 A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA NAS ORGANIZAÇÕES

No passado a logística compreendia o transporte de alimentos e munição para as tropas no campo de combate. Atualmente, representa o controle de processos gerenciais, desde o transporte para entrada de matéria prima nas empresas até a distribuição de produtos ao consumidor final. Para (Bowersox & Closs, 2007) A logística faz parte, hoje, das disciplinas que atuam na alta administração das organizações, incluindo toda a parte de movimentação de produtos e informações em toda uma cadeia de suprimento.

CONCEITOS E CONSIDERAÇÕES

A importância da logística está justamente na hora que a empresa se encontra com dificuldades e busca auxílio até do governo. O empresário considera que o problema pode ser resolvido com uma reestruturação nos seus processos operacionais, principalmente no sistema logístico. Mas, afinal, o que é a logística? De modo geral, é conhecida como uma atividade de distribuição física, fornecimento ou gerência de mercadorias e transporte. Entretanto ela tinha até pouco tempo, uma posição de auxiliadora nas empresas, sendo responsável somente pela transmissão de produtos ou pela contratação das transportadoras, porém atualmente se sabe que a logística vai muito além do que se imaginam. Para melhor compreender o tema exposto são necessários os conceitos de logística. Conforme Ballou, (2009) logística é a junção de quatro atividades básicas: Aquisição, movimentação, armazenagem e entrega de produtos. Para que estas atividades funcionem é necessário um planejamento logístico, bem como a interação de processos (BALLOU, 2009). Ou seja, a logística é o conjunto de cada tarefa necessária para que o produto chegue até o cliente com qualidade e rapidez, todavia é imprescindível um planejamento para que tudo saia bem. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 100 Para Bowesox (2001) o conceito de logística está diretamente ligado à satisfação do cliente. Logística é um esforço integrado com o intuito de ajudar a criar valor ao cliente pelo menor custo total possível, pois este esforço existe para satisfazer às necessidades dos clientes. (BOWESOX, 2001) Conforme afirmado por (Bowesox, 2001) a logística é um esforço feito por empresas que valorizam e se preocupam com a satisfação do cliente, e para tanto elas colocam em prática estratégias que fidelizem seus clientes e os aproximem pelo menor preço. (BALLOU, 2009) conceitua logística empresarial como uma solução para os problemas, identificando o planejamento, a melhora e a facilidade com que as atividades são desempenhadas visando o lucro. Significa que a logística empresarial nasce para satisfazer o cliente e consequentemente para atingir o sucesso da empresa. [...] a logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. (BALLOU, 2009, p.17). Portanto, a logística objetiva-se principalmente em disponibilizar os produtos e serviços no lugar e momento certo, de modo que os clientes os recebam com qualidade e com um custo adequado. Assim sendo, a logística envolve a conexão de informações, condução, acervo, armazenamento, manejo de materiais e embalagem. As empresas precisam estar cada vez mais voltadas para seus clientes, procurando subsídios, conhecimentos, produtos e serviços modernos, investindo em tecnologia e processos bem-sucedidos.

 A TECNOLOGIA TRANSFORMA EFICIÊNCIA EM LUCRATIVIDADE

Os serviços de logística são de fato ferramentas competitivas e instituem barreiras para novos competidores. Contudo, isso é possível com o auxilio da Tecnologia. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 101 Todo empreendimento deseja a melhoria, a qualidade de serviços, produtos e adota políticas de sobrevivência que levem ao crescimento. Entretanto os objetivos das empresas que adotam a Tecnologia da Informação (TI)3 , além do sucesso, são o desempenho da organização perante a concorrência, as pressões dos clientes, a redução de custo, o aproveitamento de recursos e benefício para gestão da própria empresa. Portanto, a TI está assumindo um papel primordial para os empreendimentos, permitindo o aperfeiçoamento e a criação de novos negócios e, assim, contribuindo para o aumento de competitividade. Além de promover os serviços de logística, a TI foi adotada pelas entidades empresárias, para sanar retrabalhos, agilizar procedimentos, satisfazer a necessidade dos clientes e atingir o sucesso desejado. Ou seja, as organizações buscam a lucratividade e para chegar até ela devem conquistar os clientes e concorrer de forma igualitária no mercado. Para Christopher, (2002) o exemplo de sucesso está baseado nos três “Cs”: Companhia, Cliente e Concorrência. O autor assegura que a vantagem competitiva se encontra na diferenciação aos olhos do cliente em relação à outra organização e a capacidade de diminuir os custos. E a logística é um diferencial rumo à lucratividade, vem tomando lugar de destaque mesmo que lentamente na gestão empresarial, visto que a competitividade está verdadeiramente acirrada e os administradores buscam se manter no mercado. A evolução da logística com a tecnologia é considerada por (NOVAES, 2007) em quatro fases. A primeira aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial, no período em que a indústria preenchia lacunas existentes no mercado consumidor. Mesma época que não havia um sistema de comunicação e informática e os procedimentos era feitos manualmente. A segunda fase foi caracterizada pela otimização de atividades e o planejamento, marcante pela diversificação dos produtos, momento em que as 3 TI são recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação. Esse conceito enquadra-se na visão de gestão da tecnologia da informação e do conhecimento. (CRUZ, 1998). O setor de TI está diretamente ligado ás estratégias das empresas.

Não como acontecia há algum tempo, aonde o setor de informática era isolado se restringindo apenas a implantação e manutenção de sistemas e computadores. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 102 organizações deram início a focalizar os segmentos do mercado e também a considerar importante a sinergia da cadeia de suprimento, nascia ali as modalidades no transporte das mercadorias e também a iniciação da informática nas operações na década de 60. A terceira fase foi o início da integração entre os agentes da cadeia de suprimento. Como a TI já estava sendo instalada de forma avançada nas organizações, os processos se davam de maneira mais ágil, já que tecnologias novas, como a introdução do código de barras, haviam sido instaladas. O pensamento era voltado para a redução de custos em nível de estoque, uma vez que estoque parado é sinônimo de dinheiro perdido. A quarta fase é a atual, a da logística, que teve início na década de 90 e foi marcada pela globalização4 , onde as indústrias se tornaram mais competitivas.
Neste período surge um novo paradigma de inovações tecnológicas, um período célere de mudanças no ambiente da informática, da comunicação e também da telecomunicação. Grande parte dos empreendimentos foi estimulada pelas transformações e também nesta ocasião ficou claro que a utilização planejada da TI, poderia facilitar a tomada de decisões, auxiliarem no desempenho organizacional e assumir um importante papel estratégico. Sem dúvida foi a TI que revolucionou o mundo empresarial em termos de mais conhecimento, agilidade nos processos, e consequentemente, o aumento dos lucros, pois também auxilia na criação de bens e serviços. Durante muito tempo, a TI foi considerada um simples item de suporte a organização, um custo que não causava retorno para o negócio. Com a evolução da informática, a baixa de preços dos computadores e redes de telecomunicações e com a facilidade de uso destes equipamentos, fez com que as organizações passassem a deter de uma base de TI mais completa e complexa. 4 Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos.
Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como consequência o aumento acirrado da concorrência. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 103 A sobrevivência das empresas está vinculada à sua capacidade de deter, absorver e responder as demandas requeridas pelo ambiente. A nova realidade provoca uma reorganização intensa na sociedade, gerando modificações nas organizações de maneira positiva. É importante salientar que o uso da TI por si só não determina o sucesso e o bom rendimento dos negócios, porém os diversos aspectos como: cultura organizacional, políticas da organização, estrutura e processo devem ser considerados fatores que afetam a utilização da TI. Para Rezende, (2008) são benefícios da TI: Contribuição para o desempenho efetivo da organização, auxílio às organizações na obtenção de melhor desempenho com baixos custos, diferenciação do concorrente, concentração de mercado, utilização como uma ferramenta de gestão, apoio à geração de oportunidades e vantagens competitivas ao negócio, planejamento de novas tecnologias para a organização, apoio na vantagem competitiva e promoção da capacidade criativa. (REZENDE, 2008, p.46)

Deste modo, a TI contribui de maneira expressiva, e se bem agregada e gerenciada, ampara as estratégias, oferece uma base de informação importante para o sucesso das operações de logística. Tarefas diárias da logística tais como: averiguar os serviços ao cliente, o transporte, armazenagem e controle de estoque, triagem da localização das fábricas, processamento de pedidos, comunicações de distribuição, aquisição, manejo de materiais, e serviços de apoio, seguros, embalagens, manuseio de bens retornáveis e previsão da demanda não são suficientes para garantir a competitividade e fidelidade do cliente e é por isso que a TI exerce uma função admirável na execução efetiva da logística, assume um papel proeminente à sua funcionalidade.

A TI na logística não pode ser vista apenas como um suplemento, mas sim como administradora em nível funcional. Portanto, diante da globalização e os avanços tecnológicos, não basta somente ter uma armazenagem apropriada e um excelente sistema de deslocamento se não pôr a TI dentro dos processos logísticos, uma vez que que se fala de uma importante ferramenta para aquisição de benefício para encarar a competitividade do mercado. Vale ressaltar que a logística não deve se prender tão somente aos aspectos físicos do sistema, a exemplo de transportes e armazenagens, mas verificar e se importar com os aspectos informacionais e gerenciais, que abarcam o Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 104 processamento de dados, a TI, os processos de controle gerenciais que fazem parte integrante da análise logística. Assim sendo, este artigo exibe fatores respeitáveis para a preparação de estratégias por parte das organizações que almejam vencer no mercado competitivo e fidelizar clientes através de bons processos logísticos.

 AS ESTRATÉGIAS PARA A LOGÍSTICA

Como o cliente é a peça principal das empresas, e a satisfação dele é indispensável, as organizações tendem a olhar para a logística de uma forma diferente, de modo que se visualize nela a fidelidade dos clientes pela rapidez e credibilidade dos serviços e, é claro, a conquista dos lucros para a empresa. Para isso é preciso uma gestão competente, organizada, planejada e tecnologicamente desenvolvida. Conforme Novaes (2007) o que faz com que o trabalho logístico se torne mais estimulante é a abundância de tarefas que todas essas áreas oferecem e, quando combinadas, tornam o gerenciamento integrado da logística uma profissão desafiante e compensadora. O artigo volta a expôr seu problema: Será que a logística tem de estar intimamente ligada ao marketing para que possa ser o grande diferencial em atendimento ao cliente colocando, desta forma, o produto ou serviço no lugar certo e ao menor custo? Enquanto o marketing projeta o relacionamento com o cliente e a posição da marca no mercado, a logística operacionaliza esse relacionamento. As duas áreas estão, sim, intimamente ligadas, e se pode afirmar que a logística evoluiu do próprio marketing. De tal maneira que, para criar boas estratégias logísticas, é preciso refletir sobre o choque que elas apresentarão no relacionamento com o cliente e o valor que será oferecido aos consumidores5 . Para entender melhor a relação marketing e logística, Christopher (1997) afirma que o serviço ao cliente é a principal fonte da vantagem competitiva. Portanto, 5 Conforme o artigo 6º parágrafo III da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - São direitos básicos do consumidor a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 105 a finalidade da logística e do gerenciamento da cadeia de suprimentos é projetar estratégias que permitam a realização de um serviço de qualidade superior e baixo custo. Para o autor, os requisitos de serviço, formulados pelo cliente e pelo consumidor, devem orientar toda a cadeia de negócios, incluindo manufatura, marketing e logística. De modo que nenhuma empresa poderá proporcionar um atendimento de excelência ao cliente pensando isoladamente em vendas e marketing. Deve sempre analisar toda a cadeia logística da qual faz parte, avaliando o planejamento logístico como um meio de maximização de lucro, ao invés de minimização dos custos. Bertaglia (2003) afirma: Uma boa administração traz para as organizações uma vantagem competitiva em termos de serviços, redução de custos e respostas rápidas às necessidades de mercado, pois essas organizações também precisam ser competitivas em preço, qualidade e diferenciação. É verdade que uma boa administração, é fundamental para que a execução das atividades logística faça parte da chamada competência logística, que bem executadas, com ênfase no tempo e controle operacional, criam uma vantagem competitiva. Kother (2006) descreve quatro importantes decisões que devem ser tomadas em relação a melhor estratégia logística de mercado: (1) processamento de pedidos, (2)armazenagem dos estoques, (3) estocagem e (4) como os produtos deverão ser transportados. O autor explica que para cada decisão acima terá uma estratégia diferente a ser tomada pela organização, sendo que todas farão parte decisiva do processo estratégico da cadeia de abastecimento. Por isso o artigo aponta algumas estratégias logísticas que segundo Kother (2006) as organizações adotam afim de obter o tão esperado lucro e se manter no mercado competitivo. São elas: Liderança nos Custos; Diferenciação; Inovação; Parceria; Expansão e Diversificação. A Liderança nos Custos é a estratégia utilizada por empresas que tem como objetivo diminuir seus custos logísticos, desde a aquisição da matéria-prima, até a entrega do produto ao cliente. Podendo obter o mais perfeito controle do fluxo externo reduzindo a quantidade de fornecedores e consequentemente seus custos da cadeia de suprimentos. Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 106 A Diferenciação aprimora a qualidade do serviço logístico oferecido, e, desta maneira, conquista vantagens sobre os concorrentes. Como por exemplo, se especializar na logística de produtos perigosos. A Inovação pode ser usada como marketing e depende muito de uma forte relação do fluxo físico, TI, automação do núcleo de distribuição fornecido à organização. A Parceria é também uma estratégia que permite alianças. Como criação de uma nova empresa ou se associar a uma transportadora para atender a todas as solicitações. A Expansão utiliza a logística como um apoio para obter sucesso nos planos de ampliação da missão da organização e para conseguir novos clientes. A Diversificação diferencia seus objetivos através da logística a exemplo do serviço de Telemarket. Oferecer a seus clientes o serviço de compras por telefone com entrega pontual. Esses clientes são obviamente diferentes daqueles que vão pessoalmente aos centros comerciais da cidade em busca de bens e serviços. Hoje a logística além de ser aplicada como uma técnica estratégica, ela ganhou forma de consultoria, assistência e treinamento. Possui um papel relevante na busca da lucratividade e sucesso das empresas prestadoras de serviços, sua característica torna-se bastante flexível no conjunto das estratégias abordadas pelas empresas nesta agitada busca de espaço no atual mercado globalizado.

EMPRESAS QUE ADOTAM A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL DE COMPETITIVIDADE

Para que este artigo pudesse apontar exemplos de eficiência e lucratividade da logística e para que se pudesse apresentar a realidade neste trabalho, foi executado um questionário em duas empresa de Logistica bem como aos seus clientes para que se tenha uma visão geral de como acontece nas empresas a logística, se estas veem a logística como diferencial e, ainda, se os clientes tem um bom conceito delas. Conforme as empresas estudadas para desenvolver esta pesquisa, identificou-se que os clientes internos e externos estão sempre em primeiro plano e Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 107 que a satisfação destes é a satisfação das empresas, ou seja existe uma relação direta da logística com a satisfação interna, pois se torna um trabalho mais fácil e recompensador para o profissional operacional, e por outro lado uma relação de respeito com o consumidor final. Verificou-se também que ambas empresas tem projetos tecnológicos de produção para ganhar eficiência e eficácia nos trabalhos do dia a dia e fazem análises de seus clientes procurando saber sempre qual o seus desejos e prespectivas. De modo geral, o artigo mostra através deste gráfico a visão das empresas questionadas sobre o sucesso da logísca com relação aos seus clientes e colaboradores. Sobre o ambiente de trabalho, as pesquisadas disseram que 80% dos seus clientes concordam que o ambiente empresarial oferecido está adequado para recebê-los e que 75% dos seus colaboradores aprovam o local de trabalho e dizem que é seguro e saudável e não afetam negativamente seus desempenhos. Conforme os supervisores da área de logística 90% de seus clientes gostam do atendimento, visto que este percentual se repete quando se fala em fidelidade. Estes clientes estão satisfeitos com o atendimento de excelencia oferecido pela empresa. As organizações pesquisadas confirmam que treinam 90% de seus colaboradores.

AMBIENTE ATENDIMENTO FIDELIDADE TREINAMENTO CLIENTES

 Revista de Iniciação Científica Elas incentivam e disponibiliza mantenha informado e satisfaça a necessidade do cliente seu cliente tem razão, todavia não deixa i de cada cliente que se dirige a empresa a procura dos serviços. Para estas organizações os clientes são o certo, que as organizações declaram que em torno de 70% de s percebem que seus funcionários são treinados e capacitados para atendê conforme evidenciado no gráfico Para uma visão panorâmica a respeito do que os clientes opinam sobre empresas que possuem uma logística de atendimento eficient se aqui os seguintes dados: Os dados acima demo microempresas e das empresas de de atendimento neste tipo de organização clientes afirmam que o atendimento nas microempresas é melhor do que nas médias e grandes empresas no que diz respeito ao atendimento de qualidade e atenção ao cliente. Eles explicam que, por se tratar de uma empresa pequena, exis atenção maior, por parte da empresa em detectar problemas de atendimento de perto e resolvê-los de imediatos. Os administradores destas normalmente são os próprios donos e estão atentos as questões do treinamento, da motivação, do ambiente confortável e do trabalho em equipe. 40% Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 22 108 Elas incentivam e disponibilizam cursos e dinâmicas para que o colaborador se mantenha informado e satisfaça a necessidade do cliente, relatam que , todavia não deixa isso evidente e tentam entender as críticas de cada cliente que se dirige a empresa a procura dos serviços. Para estas clientes são o componente principal para o sucesso delas. certo, que as organizações declaram que em torno de 70% de s percebem que seus funcionários são treinados e capacitados para atendê conforme evidenciado no gráfico acima. Para uma visão panorâmica a respeito do que os clientes opinam sobre empresas que possuem uma logística de atendimento eficiente e eficaz, se aqui os seguintes dados: Os dados acima demonstram o que se questionou sobre o atendimento das empresas de médio e grande porte. Compar de atendimento neste tipo de organização e obtive-se o resultado clientes afirmam que o atendimento nas microempresas é melhor do que nas médias e grandes empresas no que diz respeito ao atendimento de qualidade e atenção ao explicam que, por se tratar de uma empresa pequena, exis atenção maior, por parte da empresa em detectar problemas de atendimento de los de imediatos. Os administradores destas normalmente são os próprios donos e estão atentos as questões do treinamento, da motivação, do e do trabalho em equipe. Portanto, apenas 40% dos clientes 60% VISÃO DO CLIENTE MICRO EMPRESAS MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS , ISSN 2258-1166 cursos e dinâmicas para que o colaborador se , relatam que nem sempre sso evidente e tentam entender as críticas de cada cliente que se dirige a empresa a procura dos serviços. Para estas o sucesso delas. Tão certo, que as organizações declaram que em torno de 70% de seus clientes percebem que seus funcionários são treinados e capacitados para atendê-los Para uma visão panorâmica a respeito do que os clientes opinam sobre e e eficaz, apresenta sobre o atendimento das omparou-se a qualidade sultado a seguir: 60% dos clientes afirmam que o atendimento nas microempresas é melhor do que nas médias e grandes empresas no que diz respeito ao atendimento de qualidade e atenção ao explicam que, por se tratar de uma empresa pequena, existe uma atenção maior, por parte da empresa em detectar problemas de atendimento de los de imediatos. Os administradores destas normalmente são os próprios donos e estão atentos as questões do treinamento, da motivação, do Portanto, apenas 40% dos clientes MÉDIAS E GRANDES Revista de Iniciação
Científica envolvidos afirmaram que as empresas de médio e grande porte são eficientes no atendimento. Para saber sobre o nível de reclamações e como os clientes conseguem resolver seus problemas pós vend Os clientes que fazem reclamações sobre o desagrado do produto comprado ou uma prestação de serviço insatisfatória, atendimento interno e resolvem o problema na maioria das vezes sem necessário protestar a órgãos públicos e esperar a sentença judicial, todavia 11% dos clientes falam que recorrem ao órgãos públicos. A pesquisa registrou também a confiança e a credibi possuem com as empresas que adotaram a logística para ser diferencial e comp que 47% acreditam nestas empresas e indicando-as para outras pessoas, porque nestas companhias existe uma atenção pós venda eficiente, em como está funcionando o produto ou serviço adquirido. 5

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fica evidenciado que desenvolvimento do processo Logístico, pois desenvolvimentos tecnológicos dentro do atual mercado globalizado. Órgãos Públicos Atendimento Interno Confiança e Credibilidade Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 22 109 envolvidos afirmaram que as empresas de médio e grande porte são eficientes no Para saber sobre o nível de reclamações e como os clientes conseguem resolver seus problemas pós venda observou-se: Os clientes que fazem reclamações sobre o desagrado do produto comprado ou uma prestação de serviço insatisfatória, 42% dizem que recorrem a um atendimento interno e resolvem o problema na maioria das vezes sem necessário públicos e esperar a sentença judicial, todavia 11% dos clientes falam que recorrem ao órgãos públicos. A pesquisa registrou também a confiança e a credibilidade que os clientes com as empresas que adotaram a logística para ser diferencial e comp que 47% acreditam nestas empresas, dão toda credibilidade, fazendo a propaganda as para outras pessoas, porque nestas companhias existe uma atenção m que os colaboradores ligam para seus clientes para saber funcionando o produto ou serviço adquirido. CONSIDERAÇÕES FINAIS Fica evidenciado que estas empresas de logística contribu desenvolvimento do processo Logístico, pois, observam seus acontecimentos e desenvolvimentos tecnológicos e buscam vantagem competitiva constante dentro do atual mercado globalizado. 11% 42% 47% Confiança e Credibilidade , ISSN 2258-1166 envolvidos afirmaram que as empresas de médio e grande porte são eficientes no Para saber sobre o nível de reclamações e como os clientes conseguem Os clientes que fazem reclamações sobre o desagrado do produto comprado dizem que recorrem a um atendimento interno e resolvem o problema na maioria das vezes sem necessário públicos e esperar a sentença judicial, todavia 11% dos clientes lidade que os clientes com as empresas que adotaram a logística para ser diferencial e computou dão toda credibilidade, fazendo a propaganda as para outras pessoas, porque nestas companhias existe uma atenção que os colaboradores ligam para seus clientes para saber contribuem muito para o observam seus acontecimentos e vantagem competitiva constantemente 11% 42% Revista de Iniciação Científica – RIC Cairu. Jun. 2015, Vol 02, n° 02, p. 97-111 , ISSN 2258-1166 110 Pode-se dizer que o objetivo geral foi realizado com satisfação, pois os resultados esperados na pesquisa demonstraram a disputa acirrada de mercado nos dias atuais, indicando o poder veemente que o cliente possui. A pesquisa respondeu seu problema com clareza pois, enquanto o marketing projeta o relacionamento com o cliente e a posição da marca no mercado, a logística operacionaliza esse relacionamento. Portanto o artigo conclui que a logística está sim intimamente ligada ao marketing, e se pode afirmar que a logística evoluiu do próprio marketing. Além disso a união do marketing com a logística leva aos seus clientes o produto ou serviço no lugar certo e ao menor custo. Fica aqui uma contribuição aos profissionais da área de Administração, áreas afins e um incentivo para que estes busquem pelo conhecimento na área logística firmemente, pois há um mercado extremamente crescente e pouco pleiteado. REFERÊNCIAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: Informação e documentação. Trabalhos Acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. BALLOU, R. H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2009. BERTAGLIA, P. R. Logística e

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Conceitos Logísticos

Conceitos Logísticos
O que é Logística:

Logística significa contabilidade e organização e é um termo de origem grega. Logística também vem do frânces “logistique” , que significa uma arte que trata do planejamento e realização de vários projetos, muito utilizado durante as guerras. Logística também é utilizada como parte da álgebra e lógica matemática.

Logística surgiu inicialmente como parte da arte dos militares, era utilizada na guerra como a área que cuidava do planejamento de vários itens importantes, armazenamento, distribuição e manutenção de vários tipos de materiais, como armas, roupas, além de alimentos, saúde, transportes e etc. 

Mais tarde, também passou a designar a gestão, armazenamento e distribuição de recursos para uma determinada atividade.
No âmbito da Filosofia, logística também é a palavra usada para descrever a lógica formal, que é oposta à lógica tradicional abordada por Aristóteles.

Logística Reversa


A logística reversa é um ramo da logística que remete para a movimentação de um determinado produto, desde o ponto onde foi consumido até o ponto onde foi produzido. A recolha de alguns tipos de lixo reciclável (como garrafas de plástico) é um dos exemplos de logística reversa. Outro exemplo de logística reversa pode ser verificado no serviço dos Correios, mais concretamente na remessa de documentos e mercadorias em devolução, 

Exemplo como os engradados de vasilhames vazios garrafa de vidro da Coca-cola, pois onde tem que ser feito uma roteirização de entrega logística tradicional, em seguida uma Logística revessa para recolher os vasilhames esse um bom exemplo desse assunto.

A logística reversa (LR) tem como objetivo reaproveitar alguns resíduos sólidos, diminuindo a necessidade de utilizar matéria prima, reduzindo consequentemente o impacto ambiental.

Logística Integrada

O conceito de logística integrada remete para uma integração dos processos de logística da empresa em sistemas que aumentam a eficiência da empresa, melhorando os seus resultados.
A logística integrada deve abordar o custo do armazenamento dos materiais usados para criação do produto em questão. A gestão eficiente da logística é cada vez mais importante no atual contexto do mercado, onde os consumidores são cada vez mais exigentes. É por esse motivo que a logística integrada assume uma dimensão crucial nas empresas.

Logística empresarial

Atualmente, a logística é conhecida como uma parte essencial nas empresas, é um departamento responsável pela gestão dos materiais, sejam eles de qualquer tipo. A logística administra recursos financeiros e materiais, planeja a produção, o armazenamento, transporte e distribuição desses materiais.
A logística empresarial está presente em diversos tipos de empresa e possui diversas funções. É uma área que tem crescido muito, uma vez que as organizações estão buscando cada vez mais pela qualidade de seus serviços e produtos, e a logística é uma parte importante para que isso ocorra.

O que é um Almoxarifado: 

Almoxarifado é um substitutivo masculino que indica uma sala ou prédio cuja função é armazenar diversos objetos. 

Esta palavra está relacionada com a área da Logística, porque remete para um armazém onde são guardados diversos tipos de materiais, como materiais e equipamentos de construção, por exemplo. No caso de um almoxarifado hospitalar, o espaço é usado para guardar remédios ou outros objetos relevantes no contexto hospitalar.

Existem almoxarifados públicos e privados, sendo que muitas vezes os municípios têm um ou vários almoxarifados.
Atualmente existem cursos de almoxarifado, onde os alunos aprendem as melhores técnicas de organização e gestão dos materiais. Um profissional desta área pode ser um auxiliar de almoxarifado ou chefe de almoxarifado e deve supervisionar o estoque, ou seja, a recepção e saída de materiais.

Esta é uma área de grande importância no contexto empresarial, porque um fraco armazenamento pode afetar gravemente a distribuição de uma empresa, e por isso é essencial conseguir fazer uma boa gestão dos itens armazenados.
Quanto à etimologia desta palavra, ela tem origem no árabe al-muxarif, que indicava uma tesoureiro ou inspetor.

Antigamente, o almoxarife era um indivíduo que tinha a função de administrar algumas propriedades da casa real ou era o tesoureiro desta. Também era uma palavra que poderia designar um cobrador de impostos.
Um almoxarifado também indicava a área de jurisdição do almoxarife ou o edifício onde eram colocados os objetos que eram guardados pelo almoxarife. Este último significado é o mais comum nos dias de hoje.
Em inglês a palavra almoxarifado pode ser traduzida por warehouse. Ex: He is very bad at organizing things, that's why people can't find anything in the warehouse. / Ele é muito mau organizando coisas, é por isso que as pessoas não conseguem encontrar nada no almoxarifado.

O que é um Inventário:

Inventário é um documento contabilístico que consiste em uma relação de bens que pertencem a uma pessoa, entidade ou comunidade. Dentro de uma empresa, a realização de um inventário é feita para que seja possível obter um balanço real.

Em muitos países a administração pública instituiu a obrigatoriedade do inventário, já que é uma prática importante na gestão de empresas, porque ajuda a definir os seus resultados, facilitando a administração fiscal. De acordo com a legislação, o resultado do inventário deve ficar devidamente registrado.
No contexto empresarial, muitas vezes o inventário é feito com o objetivo determinar a liquidez da empresa, em caso de separação dos seus sócios.
O inventário é um método de registro que permite saber em qualquer momento o estoque existente, ou seja, os materiais existentes em armazém ou almoxarifado, Este método possibilita determinar os lucros e perdas de um determinado negócio.

Professor: Marcos Paulo